Transas responde
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Gostaria de saber sobre a perda da virgindade feminina. Se no momento que ela ocorre a mulher sangra. Na primeira vez que a mulher faz sexo, ou seja, perde a virgindade, a vagina dela sangra? Pois na primeira vez que fiz sexo com ela, a vagina dela não deu nenhum sinal de sangramento, é normal isso?
Transas respondeA primeira coisa importante a fazer é perguntar-se sobre a importância que ela tem para você. Pensar sobre isso nos ajuda a encarar nossos valores de frente e repensá-los. As mulheres têm diferentes tipos de hímen (ou cabaço). Uns podem ser bem elásticos e nunca se romperem ou sangrarem na relação sexual. Outros, podem, mas não necessariamente. Alguns são tão elásticos e resistentes que não rompem nem no parto normal. Para que a penetração ocorra com prazer é necessário que a vagina esteja muito bem lubrificada o que é normalmente conseguido com a excitação através das carícias que antecedem e acompanham todo o ato sexual. Assim, molhadinha e relaxada, é possível que nem ocorra sangramento. No caso de ocorrer, ficarão os sinais físicos desta ruptura na membrana que envolve a abertura da vagina (o ex-cabaço) que podem ser como duas, três ou quatro fissuras (a aparência é de uma estrelinha com um buraquinho no centro...acho que é a melhor descrição que posso fazer!). Se você ainda tiver dúvida, entre em contato.
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Tenho 18 anos e namoro uma garota de 16 anos. Acho muito legal uma iniciativa como a de vocês montando um site assim. Parabéns. Bom, a minha dúvida é a seguinte: minha namorada e eu nos masturbamos quase todo dia, e não nos arrependemos. Mas, de uns dias pra cá, fiquei meio encucado. Será que masturbá-la todo dia trará algum problema futuro, como dilatação da vagina (ficando com uma abertura muito grande) ou até uma perda de sensibilidade? Gostaria muito que vocês me ajudassem. Grato pela atenção e pela compreensão!
Transas respondeNão fique encucado, esta troca erótica entre você e sua namorada não pode causar danos para o futuro da suas sexualidades. Na verdade esta troca que você chama de masturbação é uma relação sexual, sem penetração. Com relação à dilatação da vagina, este órgão é elástico preparando para dilatar e voltar ao que era antes, exemplo disto o nascimento de bebês via parto normal. Quanto à sensibilidade, não é a freqüência que vai determinar a perda ou não. Existem vários fatores que interferem na nossa sexualidade dentre eles os psicológicos, físicos e o social. A palavra masturbação vem do latim mano stuprare, que significa sujar as mãos, carregando assim um forte significado negativo. Por isso pessoas que trabalham com a temática da sexualidade preferem chamar de auto-erotismo, que significa se tocar, se erotizar para obter prazer. Esta prática é bastante comum entre homens e mulheres nas diversas fases de suas vida, havendo uma acentuação maior para alguns na adolescência. Não podemos dizer que existe uma freqüência normal ou excessiva; varia de pessoa para pessoa.
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Comecei me masturbar faz pouco tempo, cerca de 4 ou 5 meses, mas tenho um grande problema: não consigo gozar. Estou quase para transar com meu “ficante” e será minha primeira vez e tenho medo de não conseguir gozar. Sinto muito prazer ao me masturbar mas não consigo gozar. O que preciso fazer? Quais são os jeitos e técnicas mais usadas pelas mulheres? Existe mulher que não consegue chegar ao orgasmo? Se existir, tem algum tratamento?
Transas respondeVamos devagar e por partes: A ansiedade é inimiga número 1 do orgasmo feminino. Desejá-lo tão intensamente e ainda por cima com data prevista pode ser um complicador. A masturbação depende de certa aprendizagem, mas muito também de conforto e relaxamento com o corpo, sem pressa e sem um "objetivo" ou finalidade que não seja o próprio gozo. Refiro-me ao fato de você estar muito preocupada em gozar numa potencial transa com seu parceiro. A masturbação é sim uma forma de conhecer como o corpo funciona para até realmente auxiliar nas relações sexuais com um parceiro. Existe técnica? Há um livro maravilhoso na nossa biblioteca, talvez um dos poucos que tratam desse assunto com realismo, "A Mulher e o Sexo", cujas ilustrações ajudam as mulheres a explorarem suas zonas prazer. Se você mora em Goiânia poderá agendar uma leitura desta obra. Mas, vamos lá: para que o orgasmo aconteça é necessário uma excitação progressiva com carícias no corpo antes de ir diretamente ao clitóris (órgão que se situa no alto da vulva entre os pequenos lábios). Cada corpo é de um jeito, mas algumas mulheres não gostam de uma estimulação muito direta e rápida demais ou vigorosa demais no clitóris. Vá explorando seu corpo e veja como reage e o que prefere. As sensações vão aumentando em intensidade à medida que o orgasmo se aproxima e quando ele acontece é muito particular: contrações rítmicas e de duração variada (não mais que 5-10 segundos!) nas quais o clitóris pulsa como um botãozinho que cresceu durante a excitação. A lubrificação aumenta e é fundamental que seja mantida durante todo o processo. Para as relações sexuais é a mesma coisa, sem lubrificação, fica muito difícil gozar. Outro engano comum nas primeiras transas é os rapazes e as moças se preocuparem com a penetração. Só com a penetração vaginal é muito raro uma mulher atingir o orgasmo, ou seja, carícias são sempre fundamentais.
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O que é Gênero?
Transas respondeO Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa traz a definição de gênero como uma categoria que indica por meio de desinências uma divisão dos nomes baseados em critérios, tais como o sexo e associações psicológicas (em português há os gêneros feminino, masculino e neutro). Gênero, como temática de atuação e teorização feminista, é um conceito desenvolvido a partir de estudos de norte-americanas para discutir as condições específicas em que as relações entre homens e mulheres se dão na sociedade ocidental. Diversas apropriações e discussões têm levado a uma indeterminação dos limites do próprio conceito de gênero, e, ao mesmo tempo, a profundas e produtivas elaborações teóricas e práticas sobre as relações entre os sexos. Assim, pode ser difícil delimitar gênero numa só definição, mas podemos procurar resumir gênero como o sexo socialmente construído, tratando-se de um conjunto de práticas, símbolos, valores sociais, representações e normas que as sociedades elaboram, continuamente, a partir de diferenças sexuais e anátomo-fisiológicas. Gênero é, dessa forma, um elemento constitutivo das relações sociais, sendo uma forma primeira de significar as relações de poder, como quer a historiadora JOana Scott (1988). O uso deste conceito é uma ferramenta para desconstruir a vinculação entre mulher e natureza e, assim, possibilitar o entendimento da igualdade entre homens e mulheres.
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Eu gostaria de saber se geralmente leva muito tempo para uma mulher sentir orgasmo em suas relações sexuais (estatisticamente falando). Eu ainda não tive nenhum e não sei realmente qual está sendo a dificuldade para eu chegar lá.
Transas respondeFiquei em dúvida se você está se referindo ao tempo, numa relação sexual ou ao longo da vida de uma mulher, para que ela alcance o orgasmo. Pelo relatório Hite (pesquisa com mulheres americanas), cerca de 12% das mulheres não têm orgasmo, pelas mais diferentes razões. A razão mais comum é a falta de conhecimento sobre o corpo, seus pontos de prazer mais sensíveis (seios, vulva, clitóris e vagina) e da falta de entrosamento com o parceiro ou parceira. Homens e mulheres têm ritmos e expectativas diferentes quanto a sexo e as mulheres nem sempre conseguem comunicar seus sentimentos, queixas ou mesmo prazeres. Fica difícil quando a comunicação não se estabelece, pois sexo prazeroso é construção, não chega pronto, não cai do céu. Muitas das afirmações que dispomos sobre sexo não são muito confiáveis, pois trata-se de uma esfera considerada privada e sobre a qual nem todos querem ou gostam de falar a respeito. Quanto ao tempo para atingir o orgasmo na relação sexual, também é bastante variável. Algumas mulheres o experimentam após longa excitação, outras, com poucas carícias e estimulação nas zonas erógenas, já o atingem. É muito importante, para ter um orgasmo, ter um bom tônus muscular na área do períneo e vagina (assoalho pélvico) conhecer os mecanismos de contração e relaxamento que favorecem o orgasmo, enfim, explorar com carinho e atenção esses pequenos detalhes. O orgasmo depende mais de nós que da pessoa com a qual nos relacionamos. Como já disse, se você se conhecer bem, terá o que dizer a ele ou ela no momento certo. Procure conhecer melhor através de você mesma aquilo que te dá prazer. Já tentou alguma vez se masturbar para ver como acontece um orgasmo? Há muita literatura a esse respeito e se você reside em Goiânia, venha consultá-la aqui no Transas. Basta agendar. Se for necessário e você desejar, uma de nossas educadoras poderá conversar com você pessoalmente.
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